Mineração de Bitcoins mantém pequeno vilarejo ativo

A corrida pelo ouro teve um papel muito importante na história. Grupos de pessoas se dirigiam a regiões abarrotadas de pedras, mineravam o que podiam e, depois, deixavam o local que, muitas vezes, se tornava uma cidade fantasma.

Esse relato se repetiu em diversas cidades espalhadas pelo mundo todo, como Bodie e Centralia, nos Estados Unidos, e até mesmo aqui no Brasil, no pequeno distrito de Fordlândia, no Pará.

Embora as pepitas tenham acabado nessas regiões, um novo tipo de ouro está ajudando a reerguer e repovoar as cidades antes abandonadas, como no caso do pequeno vilarejo de Gondo, na Suíça.

Essa pequena cidade, abandonada após a corrida pelo ouro e que abriga um grupo de apenas 50 pessoas, agora é lar de uma empresa especializada na mineração de criptomoedas, mais especificamente, Bitcoins.

O primeiro passo foi dado pelo chefe-executivo da companhia Alpine Mining, Ludovic Thomas, ao enviar uma solicitação para instalar suas máquinas no local ao prefeito de Gondo, Paul Fox, que disse nunca ter escutado a palavra blockchain em sua vida, sendo necessário realizar uma pesquisa no Google para entender melhor o funcionamento e analisar a proposta.

“É muito interessante do ponto de vista histórico. Nós tínhamos minas de ouro que eram famosas em todo o mundo. Agora, temos um novo tipo de mineradores”, comentou o prefeito.

Antes da chegada a Alpine Mining, o pequeno vilarejo lutava para sobreviver com poucos recursos, sendo uma cidade sem atrativos, funcionando apenas como um ponto de parada para caminhoneiros.

Agora, muitos jovens estão migrando para a região, que, segundo Paul Fox, tem alegrado muito os aldeões da vila e o clima da cidade. Com essa recepção da população, a Alpine Mining pretende ainda ampliar suas operações no vilarejo para melhorar o mercado local e os lucros obtidos pela mineração.

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