Pandemia e restrição ao dólar aumentam interesse por Bitcoin

A pandemia do novo coronavírus levou a economia mundial a um colapso maior do que a vivida na crise de 2008. Países estão se desdobrando para encontrar uma maneira de salvar suas finanças e minimizar os fortes impactos da doença.

 

Os Estados Unidos, por ser a primeira economia do mundo, claro, recebe destaque sobre as medidas adotadas. A principal delas é a injeção, por meio de seu Banco Central, de mais de US$ 4 trilhões destinados à saúde e ajuda à empresas pequenas, médias e grandes.

 

Para especialistas, essa ação não é das mais saudáveis, já que cria uma dívida impagável e aumenta o número de dólares disponíveis no mercado, gerando um forte risco de hiperinflação no futuro. Com a alta demanda, o país decidiu criar mecanismos que restringem a compra da moeda local.

 

Isso afetou diretamente países da América do Sul, como Colômbia e Venezuela, onde a população depende diretamente do dólar para preservar suas economias individuais, já que o cenário interno não favorece essa prática.

 

Segundo o famoso especialista em criptomoedas, Andreas Antonopoulos, “em muitos desses países, é impossível abrir contas baseadas em dólares ou, pior ainda, o governo demonstrou mais de uma vez que está disposto a entrar e confiscar as contas baseadas em dólares convertendo-as. Escolha uma moeda local, forçosamente, adicione taxas de câmbio ridículas que não correspondem ao valor real, confiscando assim a economia das pessoas que mantinham essas contas”.

 

Com essa perda de confiança e alto risco de perder suas economias, Antonopoulos destacou que há uma corrida para trocar o dinheiro fiduciário por Bitcoin. “O principal caso de uso hoje do Bitcoin nessas áreas é a preservação da riqueza e isso significa investir no Bitcoin, como forma de economizar. Como no passado, eles teriam todas as suas economias em dólares”, comentou.

 

Com a atual crise, pessoas correndo do perigo das economias tradicionais, já que elas se mostraram bastante frágeis. Desde a perda de 50% de seu preço, no início da pandemia do coronavírus, o Bitcoin reagiu muito mais rápido do outros setores financeiros e está próximo de recuperar todo seu valor.

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