CADE investiga bancos que seguem contra criptomoedas

Não é de hoje que a briga entre bancos tradicionais e as criptomoedas acontecem. São inúmeras as críticas das instituições financeiros às moedas digitais e a briga para acabar com esse mercado, pelo menos a nível público, é grande.

Recentemente, bancos com bastante história no país, como Bradesco, Itaú, Santander, Sicred, Branco do Brasil e até o digital Inter estavam encerrando as contas de exchanges de moedas virtuais, sem justificativa aceitável.

Essas ações foram denunciadas ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), por meio de uma ação entregue pela Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain (ABCB).

Como defesa, os bancos alegaram que não há uma Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) das corretoras de criptomoedas, o que poderia trazer suspeita de práticas ilícitas por essas instituições.

Em resposta, o CADE emitiu uma nota, afirmando que “a ausência de regulamentação em hipótese alguma deve servir de argumento para tolher a livre iniciativa” e “a falta de uma classificação própria e de regulamentação de um setor não o torna ilícito”.

É engraçado identificar que empresas tradicionais de investimentos apresentam opiniões incoerentes em muitos casos. A XP Investimentos, por exemplo, ligada ao Banco Itaú, acabou de lançar uma plataforma para negociação de Bitcoins e outros ativos digitais.

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