Venezuela aprova primeira parte de regulamentação de criptomoedas

A Venezuela ainda não se livrou da crise financeira que deixou muita gente vivendo em condições extremamente precárias, com falta de produtos básicos e alimentos nas prateleiras dos supermercados. Porém, o Bitcoin e outras moedas digitais conseguiram dar uma força enorme e levar um conforto maior à população.

O governo, claro, também quis entrar na jogada e lançou um ativo digital próprio, chamado Petro, que tem lastro nas reservas de petróleo da região venezuelana. Mesmo com um interesse, o Bitcoin continuou sendo o “bam-bam-bam” da parada.

De olho nos benefícios que esse tipo de moeda trouxe às pessoas, o governo conseguiu aprovar, com unanimidade, o primeiro documento que leva a uma regulamentação, mesmo que breve, das criptomoedas no país. Esse documento estabelece, mesmo que brevemente, quatro pontos principais para a posse de criptomoedas: Reconhecimento; Medição; Apresentação; Divulgação.

“Foram 32 votos no total, 15 dos membros da federação e 17 dos presidentes das faculdades de contabilidade federadas que participaram. O documento foi renomeado e alguns estilos nos parágrafos relacionados à medição de criptoativos e nas conclusões”, comentou o secretário de estudos e pesquisas da Federação, Jorge Gómez.

O boletim foi aberto previamente para votação ao público entre 31 de dezembro do ano passado e o último dia do mesmo mês em 2020. Após o período, ficou responsável pela elaboração das regras contábeis dos ativos digitais a Federação de Contadores.

Essas regras visam, nesse primeiro momento, pessoas e empresas que tenham criptomoedas armazenadas em seus próprios portfólios, excluindo exchanges e mineradores. Porém, segundo Goméz, dois novos documentos devem ser lançados ainda em 2020 que irão abranger aspectos técnicos mais específicos dessas duas modalidades de porte.

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