Blockchain pode acabar com as fake news

Nos primórdios da internet, alguns conteúdos bizarros eram publicados para atiçar os internautas. Na época, havia sempre desconfiança sobre o fato exposto de forma bastante displicente. Hoje, esse tipo de material se tornou “profissional” e ganhou até nome: fake news. O que antes eram brincadeiras inofensivas, agora passam a disseminar uma série de informações falsas com alto impacto social.

Embora seja difícil identificar quando foi que isso começou e quais ações foram tomadas a partir das notícias falsas, alguns estudos destacam que as eleições presidenciais norte-americanas, quando Donald Trump foi eleito, tiveram forte influência das fake news nas redes sociais.

Na época, como mostra um levantamento do Facebook – uma das plataformas mais utilizada para as fake news atualmente –, as 20 maiores notícias falsas da rede tiveram mais engajamento do que as 20 maiores reportagens produzidas por meios de comunicação. A saída do Reino Unido do bloco econômico europeu, conhecido como Brexit, também teve influência direta das notícias fake news. No Brasil, as eleições de 2018 também ficaram marcadas por suspeitas do uso de robôs e de informações falsas para a arrecadação de votos.

Esse cenário caótico parece estagnado. O Facebook e outras grandes empresas, como Microsoft, IBM, Google, Amazon, entre outras, já se reúnem para tentar criar algum tipo de sistema que consiga barrar a disseminação dessas notícias.

Segundo um relatório da Gartner, a resposta para esse problema pode ser o blockchain, tecnologia base das criptomoedas. O documento destaca que, a partir de 2023, 30% do conteúdo global será autenticado pelo blockchain.

“Os modelos de IA que suportam a escrita de texto e a produção de vídeo podem ser usados para disseminar rapidamente conteúdo falso personalizado e altamente crível, que serve como a nova geração de armas cibernéticas. […] O rastreamento de ativos e a comprovação de proveniência são dois casos de uso bem-sucedidos importantes para blockchain e podem ser facilmente aplicados para rastrear a proveniência do conteúdo de notícias”, diz o relatório.

“É comprovado que a tecnologia Blockchain se destaca no suporte a essa aplicação, pois permite uma ‘versão única compartilhada da verdade’ entre várias entidades, com base em dados imutáveis e trilhas de auditoria”, acrescenta o documento.

O blockchain é primordialmente utilizado nas criptomoedas, mas a expansão de suas aplicações é cada vez maior. Sua capacidade de registrar e validar informações, de modo escalável e com segurança, eleva o valor dessa tecnologia a níveis social e democrático.

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