Bitcoin consegue reagir melhor que IBOVESPA

Desde a última segunda-feira, o mundo está assustado com os problemas econômicos que atingem os mercados. A cada dia, é um problema novo, com consequências mais intensas, e a perspectiva de retomada do setor financeiro parece bastante distante. Mas antes de começar a falar sobre os impactos disso no mundo das criptomoedas, é legal fazer um histórico e explicar porque isso está rolando em todo o mundo, já que, embora interligados, um assunto é diferente do outro.

Para começar, a epidemia, iniciada na China, do novo coronavírus já vinha há algum tempo dando uma balançada no mercado. Cidades e países começaram a fechar suas fronteiras, exportações chinesas – segunda maior economia do mundo – foram bastante afetadas, empresas pararam de funcionar plenamente… Tudo isso levou a uma baixa significativa, mas não assombrosa nesse período. Agora, com a Organização Mundial de Saúde (OMS), declarando como pandemia, o cenário ficou ainda mais assustado.

A pá de cal que selou as quedas das bolsas de valores em todo o mundo foi uma briga entre a Arábia Saudita e Rússia, envolvendo o petróleo. Os dois países estão no topo da lista dos maiores produtores do óleo. Para que não exista um desbalanço comercial, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) faz reuniões frequentes para negociar os níveis de produção de cada nação e, assim, estabilizar o preço no mundo. Arábia Saudita e Rússia não concordaram, e ambas disseram que aumentariam suas capacidades de extração. Com a grande oferta, o preço dos barris caíram bastante, o que ajudou a desestabilizar de vez as bolsas.

Na última segunda-feira, o dia amanheceu assustado. Muita gente entrou em pânico, e milhões de ações começaram a ser vendidas em pouquíssimo tempo, caindo vertiginosamente, enquanto muitos compravam a preço de “banana”. No Brasil, por exemplo, o IBOVESPA chegou a perder 12% em apenas um dia. Até agora, o circuit breaker – mecanismo que interrompe as negociações na bolsa – foi ativado cinco vezes para acalmar os ânimos.

Mas onde entram as criptomoedas nisso? Cara, elas também foram bastante afetadas. Não vamos mentir aqui. O primeiro motivo que levou a uma queda das criptomoedas também está relacionado ao coronavírus. Se você está acostumado em ler nosso Blog, já deve ter percebido que boa parte do nosso conteúdo envolve algum país asiático, principalmente a China. Como o surto do novo vírus começou lá, muitas operações foram paradas, o que influenciou no preço dessa classe de ativos.

A briga entre Arábia Saudita e Rússia também gerou impactos, mas de forma indireta. Lembra que falamos que muitos entraram em pânico com a queda dos preços? Pois é! Enquanto alguns queriam desesperadas comprar mais ações, pelo baixo custo, outros precisavam de dinheiro para manter seu custo de vida. Isso gerou uma liquidez enorme no mercado cripto, que afetou os preços da moeda digital.

Na frente de todo esse cenário, é possível fazer algumas considerações. A bolsa de valores, mais precisamente o IBOVESPA, está sentindo bastante esses impactos e demorando para responder – ou pelo menos em uma velocidade mais lenta. Já o Bitcoin, também está passando por esses efeitos, mas mostrou sinais de recuperação mais fortes e rápidos do que o mercado tradicional.

Essa situação é ilustrada nos números. De primeiro de janeiro até 11/03, o Bitcoin ainda possuía uma alta de 9,9% – mesmo considerando todas essas turbulências. O Ibovespa, por outro lado, não se recuperou. Ao contrário, até ontem, a variação era de -28,2%.

Considerando esses números apresentados, o Bitcoin e outras criptomoedas estão conseguindo ter uma solidez maior em relação aos impactos do que o mercado financeiro tradicional. Um dos motivos para isso é a sua descentralização. Ao contrário do que ocorre na bolsa de valores, o Bitcoin não tem uma empresa, uma pessoa ou autoridade governamental controlando ele. São as pessoas, que utilizam a moeda e mineram o ativo, que ditam os caminhos que ela irá seguir.

Nós sabemos que esse momento pode ser desesperados para muitos e confuso para outros. O importante é manter a calma e estar sempre bem informado!

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