Inglaterra “confisca” ouro venezuelano e abre caminho para Bitcoin

O povo venezuelano não tem uma trégua. Além de lidar com um governo, no mínimo, conturbado, ainda precisa dar conta de falta de produtos básicos de higiene, alimentos, hiperinflação monetária e, agora, a pandemia do coronavírus com seu frágil sistema de saúde.

 

Hoje, a Venezuela sofre uma série de sanções internacionais e não conta com a simpatia de outras autoridades governamentais por suas práticas. Isso está dificultando o acesso do país à sua reserva de ouro, armazenada no Banco da Inglaterra, que, em tese, seria usada no combate ao COVID-19 na região.

 

O governo venezuelano pediu ao Banco da Inglaterra (BoE) que enviassem US$ 1 trilhão de suas reservas em ouro que estão depositadas na instituição inglesa para segurança. O problema é que com esse “ranço” pelo país o BoE entende que o presidente Nícolas Maduro foi eleito ilegalmente e, portanto, não se sente na obrigação de enviar a quantia.

 

Como resposta, Caracas entrou com uma ação contra o Banco da Inglaterra para tentar tomar posse novamente de suas riquezas em ouro, justificando que precisa do valor no combate do coronavírus em seu país.

 

Neste cenário pra lá de confuso e de brigas, o CEO da exchange Gemini, Tyler Winklevoss, acredita que essa disputa poderá fazer com que governos repensem suas estratégias em reservas de valor e passem a adotar o Bitcoin em vez da pedra.

 

Algo semelhante, mas sem essas sanções todas, acontece com o Banco Central da Austrália, que tem quase 80 toneladas de ouro armazenadas nos cofres londrinos. Enquanto isso, China e Rússia começaram a comprar o ativo mineral em quantidades cavalares para tentar cada vez mais se distanciar do dólar norte-americano e, assim, criar uma nova reserva de valor.

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