Com crise, libaneses querem receber salário em Bitcoin

Se até países de primeiro mundo, como Alemanha e Estados Unidos, sinalizam uma recessão financeira em breve – e a população já sente os efeitos disso no dia a dia –, países menos desenvolvidos e com mais dificuldades econômicas passam ainda mais por maus-bocados.

 

O Líbano, hoje, vive uma forte crise financeira e social. A moeda local a cada dia fica mais desvalorizada, chegando a cair mais de 60% em relação ao dólar. Os Bancos Centrais e agências privadas estão limitando e até proibindo saques com a moeda norte-americana. Para piorar, as autoridades estão deixando para as instituições determinarem qual o valor das taxas de câmbio. Isso tem sido chamado de “assalto à mão armada” pelos libaneses. Como resposta, estão ocorrendo protestos frequentes em frente aos bancos.

 

Enquanto o mercado financeiro luta entre si, o país ainda convive com uma “crise alimentar inimaginável”, como reconheceu o primeiro-ministro Hassan Diab. Os preços de bens básicos, como comida, pelo menos dobraram nos últimos dois meses, deixando boa parte da população com acesso bastante restrito aos produtos.

 

Com esse cenário caótico por lá, foi realizada uma pesquisa, via Twitter, entre 6.661 eleitores, para descobrir qual o método que eles prefeririam para receber seus salários. No final, 57,5% optaram por receber o pagamento em Bitcoin. Para receber em moeda local, apenas 2,1% escolheram essa opção.

 

A criptomoeda já é amplamente usada em países onde a economia está em grande decadência. Venezuela, Argentina e até alguns países europeus já começam a dar sinais de uma mudança radical da moeda local. A visão descentralizada e sua escassez é um dos grandes trunfos do Bitcoin neste cenário político-econômico.

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