Argentina iguala Bitcoin a ouro e títulos para evitar saída de dólares do país

Há anos, a Argentina vive com uma forte crise financeira. Entre os principais impactos dessa confusão econômica é a alta inflação. O dólar passou a ser a principal fonte de troca dos pesos locais. Porém, receosos em perder o controle, o governo restringiu a compra de moeda estrangeira. Com isso, o Bitcoin e outras criptomoedas ganharam o interesse e forte adoção no país para que a população conseguisse manter seus valores financeiros. Porém, uma nova medida está sendo lançada para segurar a comercialização dessa classe de ativos.

 

De acordo com determinação do Banco Central argentino, o país está tentando evitar a evasão de dólares existentes no país. Por isso, decidiu igualar os ativos digitais com o ouro,  investimentos em títulos públicos externos, fundos em contas de investimento em administradoras de investimentos sediados no exterior e fundos de contas prestadores de serviços de pagamento.

 

“Os ativos externos líquidos serão considerados, entre outros: detenções de notas e moedas em moeda estrangeira, disponibilidades em moedas de ouro ou em boas barras de entrega, depósitos à vista em entidades financeiras estrangeiras e outros investimentos que permitem disponibilidade imediata de moeda estrangeira”, diz o documento.

 

Segundo o co-fundador da ONG Bitcoin Argentina, Franco Amati, a resolução basicamente quer esgotar qualquer tipo de título, antes de precisar mexer em seus dólares armazenados na reserva nacional. “Os Bancos Centrais não gostam de gastar seus dólares. Então, o governo quer que antes de dispersar os dólares que as pessoas utilizem outros ativos como Bitcoin, Ethereum, ouro, prata e até mesmo os saldos no PayPal. Pedir dólares ao Banco Central tem de ser a última coisa a ser efetuada por instituições”.

 

A advogada Daiana Gomes Banegas destaca que a medida é uma forma de tentar assegurar que criptomoedas ou dólares sejam vendidos a um preço oficial e em mercados também oficiais, sem grandes diferenças de valor.

 

Para o setor cripto, os impactos podem não ser diretos, mas a comunidade, sim, pode sofrer com essas medidas. Porém, o Bitcoin e outras moedas digitais são descentralizados. Assim, a chance de ser restringida por completo é bastante difícil. O próprio Banco Central Russo, que impõem algumas restrições às moedas digitais, afirmou ser impossível impedir suas movimentações no país!

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