Japão discute criação de uma CBDC

Se existe uma referência no mundo das criptomoedas, hoje, é o Bitcoin. E mesmo dominante no setor, sua tecnologia trouxe ao mundo milhares de outras moedas digitais. A inovação do sistema financeiro, proposta por essa nova classe de ativos, é tão grande e profunda, que países estão acelerando o passo para desenvolver a sua própria criptomoeda, centralizada e lastreada na economia local.

 

A China é um grande exemplo nessa corrida. Desde o final do ano passado, o governo já trabalha em aplicações com o blockchain e segue em fase de testes da criptomoeda emitida pelo próprio Banco Central (CBDC). França, Coreia do Sul e Estados Unidos são outros países que também estão trabalhando na tecnologia. Agora, o Japão é o mais novo competidor da maratona. Com o documento “Obstáculos técnicos para o CBDC”, o Banco Central local descreve os objetivos de experimentar a criptomoeda no país, além discutir sobre as dificuldades e barreiras técnicas para a implementação do ativo.

 

O texto aponta que o acesso ao Yuan digital é uma grande preocupação. Segundo dados do governo, apenas 65% da população japonesa possui smartphones, uma ferramenta praticamente fundamental quando pensamos em criptomoedas. Isso exigiria novas formas de adaptação da nova unidade monetária. “É importante desenvolver o CBDC para estar disponível para uma variedade de usuários”.

 

Outra preocupação das autoridades técnicas do projeto é que o sistema apresente resiliência e esteja disponível mesmo quando houver falta de energia adequada, mais precisamente em emergências, como um terremoto – ação natural bastante comum na região. Os especialistas mostram também sentimentos mistos em relação ao sistema centralizado. Embora ele possa ser mais veloz, há o temor de que uma falha comprometa toda a cadeia de informações da criptomoeda. Por outro lado, a descentralização garantiria maior segurança ao Yuan digital, mas poderia acarretar maiores tempos de processamento.

 

Enquanto essas discussões não se encerram no país, é impossível estimar um prazo para o lançamento de uma criptomoeda própria ou até mesmo se isso, de fato, irá acontecer. Porém, chama a atenção de que um país tão importante como o Japão está seguindo os passos revolucionários de outras nações e compreendendo que a tecnologia das moedas digitais pode facilitar a cotidiano financeiro da região.

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