‘Uber’ chinês vai testar criptomoeda em larga escala para o governo

No final do ano passado, o discurso do presidente da China, Xi Jinping, era de liderar uma corrida no desenvolvimento da tecnologia blockchain no país e ainda lançar uma criptomoeda emitida pelo próprio Banco Central (CBDC). Menos de um ano depois, a palavra da autoridade virou ordem e, mesmo com os problemas da pandemia do novo coronavírus, o Yuan digital parece cada dia mais próximo de ser aberto à população.

 

Embora o cronograma de testes e até mesmo uma previsão de lançamento da criptomoeda emitida pelo próprio Banco Central (CBDC) sejam desconhecidos, as fases de testes seguem a todo vapor no país, mesmo após a pandemia do novo coronavírus.

 

Durante alguns meses, o governo já realizou uma série de procedimentos em algumas cidades para delinear a utilização da criptomoeda e procurar possíveis defeitos ou correções a serem feitas. Esse foi um período também de muitas discussões sobre uma nova legislação em que abrangesse também a classe de moedas digitais.

 

Aparentemente, toda essa primeira fase foi finalizada e, agora, as autoridades estão mirando os testes em larga escalada do Yuan digital. A escolhida para participar do programa, segundo informações de jornais locais, é a empresa Didi Chuxing. A companhia é responsável pelo principal aplicativo de mobilidade urbana do país, uma espécie de Uber. Aqui no Brasil, ela é conhecida por ser a detentora da marca 99 Pop.

 

Com esse movimento, o governo chinês passa a observar qual o desempenho de sua criptomoeda como método de pagamento e possíveis melhorias a serem feitas. Caso isso tenha sucesso, a China será o primeiro país a digitalizar totalmente seu dinheiro.

 

A CBDC chinesa é um movimento super importante para toda a comunidade cripto que vê uma tecnologia, com apenas dez anos de existência, já mudar completamente o sistema financeiro tradicional. Para investidores, fica a dúvida se isso pode atrapalhar a adoção em massa do Bitcoin. Neste caso, é preciso separar as duas moedas digitais. O Yuan digital será centralizado, ou seja, totalmente controlado pelo governo. Sua força de uso está focada na China. Enquanto isso, o Bitcoin e outras tantas altcoins são descentralizadas e acessíveis e relevantes para qualquer pessoa no mundo. Assim, a criptomoeda chinesa surge mais como uma digitalização da moeda local do que necessariamente uma mudança de referência no setor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

arrow_upward
pt_BRPortuguês do Brasil
en_USEnglish pt_BRPortuguês do Brasil