Bitcoin dá surra na poupança e no dólar

Embora o número de pessoas físicas entrando para a bolsa de valores tenha crescido em 2020, a poupança bancária continua sendo uma das reservas de valor mais conhecidas e usadas pelos brasileiros. Com a atual redução da taxa Selic para 2,25%, ela ganhou ainda mais adeptos.

 

Com a zero incidência de imposto de renda e a taxa básica de juros menor, a poupança passou a ter um desempenho “menos pior”, atraindo mais pessoas. Só neste primeiro semestre de 2020, o volume de entrada, em comparação com o de saída, bateu recorde. Só em junho, R$ 20,5 bilhões foram depositados na poupança.

 

Embora pareça muito bom, esse cenário se quebra totalmente quando pensamos em uma reserva de valor que promova uma rentabilidade justa e acompanhe, minimamente a inflação do mercado. Ainda mais se considerarmos que a poupança rende 70% da taxa básica de juros.

 

Ao considerar uma média de rendimentos da aplicação – não a fórmula diária –, a poupança rendeu aos brasileiros, em média, 2,5% nos primeiros seis meses do ano. Nada mal, né? Mas, enquanto isso, quem optou por colocar parte de suas reservas no Bitcoin teve um retorno de 72,99%. Isso corresponde a 29 vezes o rentabilizado pela poupança tradicional e o dobro do que o dólar, um dos ativos mais confiáveis e famosos do mundo.

 

Para o final do ano, se a taxa Selic se mantiver nos 2,25% atuais, a poupança deve gerar um retorno anual de 1,575%. Se o Bitcoin mantiver seus patamares atuais do começo de julho até 2020, a projeção é de a criptomoeda seja 46 vezes mais vantajosa.

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