Raymond Yeung acredita que criação de criptomoeda poderia resolver crise entre EUA e China

A tensão entre Estados Unidos e China não é recente. Desde 2018, a disputa política e comercial entre as duas potências ficou ainda mais acirrada. Apesar de culpar as tarifas sobre importações como estopim das desavenças, especialistas afirmam que o país mais poderoso do mundo está preocupado em perder o protagonismo, presente há muitos anos. 

São várias as tentativas de melhorar a relação entre os dois países, mas até agora não aconteceram grandes mudanças. Mas isso pode mudar, segundo Raymond Yeung, diretor de operações chinesas do Australia and New Zealand Banking Group. Em seu livro, recentemente publicado, Yeung diz acreditar que a chave para resolver o problema seja a criação de uma criptomoeda.

Para Raymond, uma moeda digital adotada em escala mundial melhoraria a situação entre as duas grandes potências e ainda beneficiaria outros vários países. Isso aconteceria, pois o ativo digital teria o poder de enfraquecer o dólar, e a China poderia diminuir sua dependência da moeda norte-americana.

“O dólar estadunidense não vai mais ser a moeda global, enquanto a globalização continuar retraindo. Dessa maneira, os EUA e a China deveriam trabalhar juntos para criar uma criptomoeda global. Essa estratégia iria enfraquecer o dólar, encorajando as exportações americanas. Ela também ajuda a equilibrar a balança comercial entre as duas superpotências.”, comenta Yeung em seu livro “China’s Trump Card: Cryptocurrency and Its Game-Changing Role in Sino-US Trade“.

Seria possível que os países aceitassem uma moeda digital descentralizada? Talvez a perda do controle não seja algo que os Estados Unidos estimam para os próximos anos. “A parte controversa é esperar que o mundo concorde sobre quem iria emitir essa criptomoeda ou sobre quem iria governá-la e controlá-la. Eu não consigo ver os EUA ficando parados enquanto o dólar é contestado.”, comentou Andrew Sheng, ex-diretor da Comissão de Títulos e Futuros de Hong Kong.

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