Bitcoin tenta segurar os US$ 20 mil, após final de semana de baixa

Mesmo com problemas nas ações da Petrobras, a bolsa de valores brasileira apontou para pequenos ganhos nesta segunda-feira (20). O Bitcoin recuperou os US$ 20 mil, após um final de semana marcado por volatilidade e sentimento de baixa.

Na última sexta-feira, o IBOVESPA teve queda de 2,84%. Hoje, o índice reverteu, com leve subida de 0,03%. O dólar avançou, ficando cotado a R$ 5,18.

Pelo Brasil, o presidente da Petrobras renunciou ao cargo nesta manhã, levando a paralisação das negociações dos papéis da estatal na bolsa. A pressão pré-eleitoral para a redução dos preços dos combustíveis e gás de cozinha deve elevar o teto da dívida em R$ 50 bilhões. A recente alta do diesel ainda deve puxar um aumento de pelo menos 5% no freto. O IGP-M acelerou a 0,55, na prévia de junho. Já a demanda pelo Auxílio Brasil disparou o número de pessoas esperando na fila, com quase 3 milhões de famílias. Lá fora, os preços do minério de ferro despencaram na China, com o avanço da COVID-19 por lá. No Japão, o governo mantém a perspectiva de crescimento econômico, mas alerta para uma desaceleração da indústria. A presidente do Banco Central Europeu reafirmou a intenção de aumentar em 25 pontos-base a taxa de juros nas próximas duas reuniões. Nos Estados Unidos, é feriado, portanto, a agenda econômica foi fraca.

Mesmo sob a cautela dos mercados internacionais, o Bitcoin recuperou a casa dos US$ 20 mil, após um final de semana de liquidação intensa. Ainda no sábado, a criptomoeda de referência experimentou uma descida rápida para os US$ 17,6 mil. A queda, entretanto, deu espaço para uma compra do mergulho, que, no domingo, recolocou o ativo de volta no rumo aos US$ 20 mil, e atingiu os US$ 21 mil pela manhã de hoje. Agora, em ajuste, a moeda digital é comercializada próxima dos US$ 20 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 104 mil.

Há poucos sinais, por enquanto, de que o Bitcoin e ações de risco quebrarão sua recente correlação de desempenho. Segundo os analistas da Cryptal Digital, a escalada da inflação global, aumento de

salários nos Estados Unidos e escassez de matéria-prima continuam pressionando a economia dos países e forçando os Bancos Centrais a lutarem contra a inflação, ao mesmo tempo, em que tentam impedir uma recessão. Essa perspectiva, em outras palavras, impede que o mercado se direcione a movimentos mais arrojados e procurem ou por operações de curtíssimo prazo ou a migração para ativos de maior segurança.

Ao mesmo tempo, os recentes problemas de liquidez nas plataformas de finanças descentralizadas (DeFis) levam o famoso noticiário alarmante, conhecido como FUD, ao mercado. Esse cenário intensifica a pressão de venda, mesmo que a situação negativa esteja localizada no modelo de negócios das plataformas, não no Bitcoin ou em outras criptomoedas. Mesmo assim, os HODLErs não estão se deixando abater, como apontam os dados on-chain. Nossa equipe destaca que o número de carteiras com um ou mais Bitcoin aumentou em mais de 13 mil só na última semana. A oportunidade de acumulação é vista também pelos mineradores, que continuam segurando boa parte de suas reservas ao mesmo tempo em que intensificam a taxa de hashes da rede.

Nas métricas do dia, o suporte do Bitcoin fica em US$ 17 mil, e a resistência em US$ 22,9 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI mira os 28%, com o mercado mais vendido, e o MACD continua com as linhas cruzadas para baixo.

Este foi o boletim Cryptal News desta segunda-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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