Falas do FED acentuam volatilidade do Bitcoin

Ainda de olho na Petrobras, a bolsa de valores brasileira apontou para queda nesta quarta-feira (28). O Bitcoin acentuou sua volatilidade de preços, em meio aos fundamentos confusos e falas do presidente do Banco Central norte-americano.

Ontem, o IBOVESPA teve queda de 0,17%. Hoje, o índice manteve a tendência, com descida de 0,16%. O dólar avançou, ficando cotado a R$ 5,17,

Pelo Brasil, os conflitos políticos em cima da Petrobras seguem sendo o foco dos investidores. Já a Aneel reajustou em até 63% os valores das bandeiras tarifárias na energia elétrica. Lá fora, o Vice-presidente do Banco Central Europeu disse que a inflação tende a desacelerar após o verão no continente, enquanto o presidente chinês prometeu fortalecer políticas para cumprir metas econômicas e sociais. Nos Estados Unidos, o representando do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que indicadores recentes de inflação mostraram que o governo precisava acelerar o ritmo da alta de juros e que novos avanços são apropriados, a depender da rapidez com que os preços caem. Cada possível elevação será discutida reunião a reunião, sem descartar um avanço acima do patamar considerado neutro, que é 2,5%. Entretanto, a autoridade não acredita que a elevação da taxa conseguirá reduzir os preços de gás e alimentos, mas afastou a possibilidade de uma recessão. A demanda pelo trabalho continua forte, enquanto a oferta segue apertada. Joe Biden pediu ainda ao Congresso que suspendessem os impostos federais sobre os combustíveis, por 90 dias.

Em meio a tantos fundamentos contraditórios e pouco conclusivos, o Bitcoin acentuou sua volatilidade nesta quarta-feira. Após a rejeição dos US$ 21,7 mil na última manhã, uma tendência de baixa de curto prazo se formou, até buscar uma mínima de US$ 19,9 mil. O mercado, então, amanheceu comprado, devolvendo o ativo para próximo dos US$ 21 mil, mas sem forças para se sustentar. Agora, a moeda digital é comercializada a US$ 20 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 104 mil.

A quantidade de fundamentos que envolveram o mercado tradicional foi a grande responsável pelo aumento da volatilidade do Bitcoin, hoje. Segundo os analistas da Cryptal Digital, a fala de Jerome Powell não só sinaliza que os aumentos de juros continuarão, mas indica que, em alguns setores, como o de energia, a medida não será o suficiente para reduzir a inflação: grande foco do governo no atual momento.

Desta forma, a liquidez nos mercados se acentuou. No caso específico do Bitcoin, trouxe oscilação brusca de preços em um curto período de tempo. Mesmo assim, os dados on-chain apontam que os mineradores públicos venderam 100% das unidades obtidas pela tarefa em maio, após triplicarem o número de moedas mineradas. Entretanto, esse número totaliza 46 mil Bitcoins vendidos. Assim, não é um volume necessariamente significante aos 800 mil que todo esse grupo possui. Mesmo assim, indica um certo sentimento dos operadores da rede. Ao mesmo tempo, as baleias também andaram um pouco mais participativas no processo de vendas, depositando 50 mil unidades da criptomoeda de referência nas bolsas entre 20 e 21 de junho. Assim, nossa equipe acredita que pavios de preços mais agressivos podem ser observados nos próximos dias.

Nas métricas desta quarta-feira, o suporte do Bitcoin fica em US$ 17 mil, e a resistência em US$ 22,9 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI desce para 28%, com o mercado mais vendido, e o MACD continua com as linhas cruzadas para baixo.

Este foi o boletim Cryptal News desta quarta-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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