Correlacionado com ações, Bitcoin aponta baixa volatilidade

Os temores ficais seguiram pautando o desempenho da bolsa de valores brasileira, que fechou a quinta-feira (23) com queda. O Bitcoin manteve sua correlação com mercado de ações, e apontou uma baixa variação de preços.

Ontem, o IBOVESPA teve queda de 0,16%. Hoje, o índice manteve a tendência, com descida de 1,46%. O dólar avançou, ficando cotado a R$ 5,22.

Pelo Brasil, os temores fiscais seguem em jogo em relação às medidas em cima do preço dos combustíveis e a um possível aumento do Auxílio-Brasil de R$ 400 para R$ 600, em pleno ano eleitoral. O Banco Central projetou um aumento para 1,7% do PIB este ano, mas o presidente da instituição flexibilizou a meta de 3,25% para a inflação, em 2023. Lá fora, os dados econômicos da Zona do Euro vieram abaixo do esperado, mesmo ainda apontando expansão da economia. Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego atingiram 229 mil na última semana, apenas dois mil acima do previsto. A aprovação do governo de Joe Biden caiu pela quarta semana consecutiva, o que pode levar a uma perda de força do mandatário no Congresso. Jerome Powell, presidente do Banco Central norte-americano, falou novamente ao Senado hoje, pontuando as dificuldades em manter o crescimento econômico e empregos simultaneamente e destacando a caótica dívida do país. Em contrapartida, ele disse acreditar que o PIB do segundo semestre deve ser bastante forte.

Com o mercado em cautela e pouco volátil, o Bitcoin seguiu a mesma perspectiva de baixa oscilação de preços. Uma correção no final da última tarde, colocou a criptomoeda de referência de volta na casa dos US$ 19 mil. Os bulls impediram novas descidas, e devolveram o ativo para a casa dos US$ 20,8 mil. O nível, porém, não foi sustentado, e um novo ajuste se consolidou ao longo da tarde. Entretanto, a moeda digital testa um novo avanço, no momento, sendo comercializada a US$ 20,8 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 108 mil.

As falas de Jerome Powell ao Senado hoje trouxeram mais morosidade do que qualquer outro tipo de sentimento ao mercado. Segundo os analistas da Cryptal Digital, o discurso do presidente do FED apenas sinalizou que o movimento hawkish deverá ser mantido nas próximas reuniões, por conta das dificuldades econômicas locais e globais. Nada muito diferente do que fora dito ontem pela autoridade. Mesmo assim, foi o suficiente para o mercado não se interessasse por movimentos abruptos. As ações tradicionais operaram entre leves baixas e altas, enquanto o índice dólar (DXY) avançou, mas também de forma moderada, mostrando que o risco não estava no cardápio dos investidores.

Para o Bitcoin, a correlação com as ações de tecnologia coloca a criptomoeda de referência em um cenário relativamente semelhante ao de pouca emoção nesta quinta-feira. Nossa equipe destaca, porém, que o vencimento de opções, na próxima sexta-feira, coloca uma vantagem considerável aos bears em vários níveis de preços. Entretanto, dados on-chain mostram que o valor realizado pelos detentores de curto prazo de Bitcoin foi de US$ 31,7 mil, enquanto os de longo prazo US$ 22,2 mil. Essa aproximação e já precificação podem dar sinais de que o fundo da correção pode ter sido atingido ou está relativamente próximo.

Nas métricas do dia, o suporte do Bitcoin fica em US$ 17,6 mil, e a resistência em US$ 22,9 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI mira os 33%, com o mercado mais vendido, e o MACD continua com as linhas cruzadas para baixo.

Este foi o boletim Cryptal News desta quinta-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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