Com commodities em baixa, Bitcoin tenta ficar dos US$ 21 mil

Com avanço do petróleo, a bolsa de valores brasileira voltou a apontar ganhos nesta sexta-feira (24). O Bitcoin seguiu o humor positivo no mercado acionário e queda em algumas commodities para continuar sua luta acima dos US$ 21 mil.

Ontem, o IBOVESPA teve queda de 1,75%. Hoje, o índice reverteu, com subida de 0,61%. O dólar avançou, ficando cotado a R$ 5,25.

Pelo Brasil, o presidente da república sancionou o projeto de lei que limita a cobrança de ICMS sobre os combustíveis por estados e municípios, mas vetou alguns mecanismos de compensação, colocando ainda mais pressão nas contas públicas. Nos indicadores, o IPCA-15 de junho subiu 0,69%, pouco acima do 0,62% esperado. Lá fora, um representante do Banco Central norte-americano disse que a instituição deve agir agressivamente contra a inflação, abrindo a possibilidade para aumentos mais expressivos dos juros. A confiança do consumidor por lá caiu a 50 pontos, mas em linha com as expectativas. No Reino Unido, as vendas no varejo recuaram em 0,5%, em maio, enquanto o vice-presidente do Banco Central Europeu disse que a sinalização sobre uma alta de 25 pontos-base nos juros por lá, no próximo mês, é bastante “firme”.

Enquanto isso, o Bitcoin aproveitou o bom humor nas ações tradicionais para tentar sustentar sua luta pelos US$ 21 mil. Embora tenha passado por uma pressão de vendas durante o mercado asiático, a força não foi o suficiente para empurrar a criptomoeda de referência para abaixo dos US$ 20,7 mil. Para cima, a volatilidade também não foi alta, com o ativo atingindo um topo em US$ 21,4 mil. Em ajuste, a moeda digital é comercializada, no momento, a US$ 21,2 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 111 mil.

As falas mais agressivas sobre os juros nesta sexta-feira dos representantes de Bancos Centrais importantes, como o norte-americano e o europeu, poderiam ter colocado uma pressão maior nas ações tradicionais e no Bitcoin, aumentando a aversão ao risco. Entretanto, como comentam os

analistas da Cryptal Digital, a confusão do mercado sobre a inflação global e o aumento de juros pouco mudou o comportamento dos investidores, que focaram na queda de algumas commodities e mantiveram os ganhos das principais bolsas estrangeiras, assim como levaram um dia de baixa para o índice dólar (DXY).

Ao mesmo tempo, algumas compilações de dados on-chain sugerem que a capitulação de Bitcoin pelos mineradores já ocorreu ou, então, estaria em processo final. Esse evento se baseia em uma venda considerável de moedas de grandes detentores, em um preço próximo do valor de compra ou de mineração. O encerramento das capitulações, geralmente, coincide com os fundos dos mercados. Há, inclusive, um grande movimento de retirada da criptomoeda das exchanges, principalmente da Coinbase. Entretanto, isso acontece em um momento com mudanças no método de utilização da plataforma, principalmente por operadores mais profissionais, o que abre dúvidas sobre o objetivo real destas movimentações.

Nas métricas do dia, o suporte do Bitcoin fica em US$ 21 mil, e a resistência em US$ 23,2 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI vai para 34%, com o mercado ainda em território de maior venda, e o MACD continua com suas linhas cruzadas para baixo, mas em constante aproximação.

Este foi o boletim Cryptal News desta sexta-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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