Mercado esfria, e Bitcoin volta a corrigir preço

Com humor mais negativo no exterior, a bolsa de valores brasileira apontou para queda nesta terça-feira (28). O Bitcoin perdeu o nível dos US$ 21 mil, acompanhando o panorama vendedor do mercado acionário.

Ontem, o IBOVESPA teve alta de 2,12%. Hoje, o índice reverteu, com descida de 0,17%. O dólar avançou, ficando cotado a R$ 5,26.

Pelo Brasil, o risco fiscal segue em pauta, com olhos na PEC dos Combustíveis e o possível aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil. Nos indicadores, o país criou 277 mil empregos, acima das expectativas. A confiança da indústria também subiu em junho. Lá fora, o presidente da Ucrânia disse ao G-7 que a guerra precisa acabar até o final do ano. Os países seguem buscando artifícios para retirar o embargo do petróleo russo, mas colocar um teto de preços de compra. Essa possibilidade tem ajudado a reduzir as perspectivas inflacionárias. Na China, o mercado operou de forma positiva, com maior flexibilização do governo contra a COVID-19. Nos Estados Unidos, o humor dos investidores virou, com dados o índice de confiança do consumidor recuando 4,5 pontos.

O ímpeto positivo da Ásia não se manteve no mercado nesta terça-feira, que viu as ações tradicionais e o Bitcoin entrarem em correção. Após um período de leve baixa ontem, a criptomoeda de referência esboçou um avanço para os US$ 21,2 mil nesta madrugada. A força, porém, não estava do lado dos bulls, que viram o ativo recuar na abertura norte-americana e fechamento europeu. Agora, a moeda digital é comercializada a US$ 20,2 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 107 mil.

A perspectiva de um teto para o preço do petróleo russo e as falas de alguns representantes do Banco Central dos Estados Unidos que aliviaram aumentos de juros mais expressivos sugeriram que os fundamentos estavam menos caóticos para os traders. Entretanto, como explicam os analistas da Cryptal Digital, os dados econômicos conflitantes jogam um banho de água fria nas perspectivas de maior prazo, fazendo com que as operações do mercado financeiro sejam menos abruptas, limitadas e rápidas.

Pesou para a criptografia ainda hoje rumores de que fundos tradicionais estariam apostando em uma queda no valor do Tether (USDT). O USDT é uma stablecoin lastreada no dólar e muito utilizada, principalmente, no mercado de derivativos. A empresa responsável pela criptomoeda já se manifestou, apontando, via auditoria externa, os documentos e comprovações de valores que sustentam o token. Embora a oscilação de preços por conta deste evento não tenha sido considerável, é um comportamento importante a ser observado entre os investidores.

Em uma visão técnica, nossa equipe destaca que o mercado de derivativos, seja em futuros ou opções, segue ainda com uma perspectiva baixista. Entretanto, muito menos intensa do que a observada em meados deste mês. Os dados on-chain continuam indicando que a capitulação dos mineradores já pode ter ocorrido na visita do Bitcoin aos US$ 17 mil. Enquanto isso, o saldo das 21 principais exchanges de criptomoedas do mundo continua seu declínio.

Nas métricas do dia, o suporte do Bitcoin fica em US$ 17,6 mil, e a resistência em US$ 21,1 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI mira os 32%, com o mercado mais vendido, e o MACD segue com as linhas cruzadas para cima.

Este foi o boletim Cryptal News desta terça-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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