Baixa volatilidade de preços marca meio de semana do Bitcoin

Ainda operando sob os olhos do risco fiscal, a bolsa de valores brasileira apontou para queda nesta quarta-feira (29). O Bitcoin também seguiu a fraqueza das ações internacionais e manteve sua volatilidade baixa.

Ontem, o IBOVESPA teve queda de 0,17%. Hoje, o índice manteve a tendência, com descida de 0,98%. O dólar recuou, ficando cotado a R$ 5,19.

Pelo Brasil, a PEC dos Combustíveis segue sendo o foco do mercado, com o reaquecimento dos temores fiscais. Nos indicadores, o IGP-M subiu 0,59%, abaixo do esperado. A confiança do comércio também avançou. Lá fora, a inflação da Espanha disparou para 10%, bem acima dos 8% estimados. Na Zona do Euro, a confiança do consumidor ficou em -23,6, dentro da expectativa. Por lá, a presidente do Banco Central Europeu destacou que a estimativa da inflação está muito maior do que antes, mas ainda vê amplo espaço para aumentos de juros após setembro. Já o presidente do Banco Central norte-americano disse que há caminhos para a inflação voltar aos 2%, com um mercado de trabalho forte. Enquanto isso, outros representantes mantém a perspectiva de avanço de juros em 75 pontos-base. O PIB dos Estados Unidos recuou 1,6% no primeiro trimestre, contra expectativa de baixa de 1,5%.

Em meio à fraqueza das ações, o Bitcoin também sentiu os efeitos da baixa, mas seguindo com a volatilidade bastante restrita. Após a queda da última tarde, o nível dos US$ 20,3 mil foi mantido pelo mercado asiático. Entretanto, a madrugada reservou uma nova descida, mas pouco intensa, para os US$ 19,8 mil. A partir daí, o ativo lateralizou, com poucas oscilações de preços. Agora, a moeda digital é comercializada a US$ 20,1 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 105 mil.

Há tantos fundamentos para o mercado lidar no atual momento, que mesmo um posicionamento mais ameno dos representantes dos Bancos Centrais não está surtindo um efeito muito positivo entre os investidores. Segundo os analistas da Cryptal Digital, o encerramento do trimestre e também do

semestre, na próxima quinta-feira, está empurrando o ânimo do mercado para um território de ainda maior cautela, já que os balanços corporativos a serem divulgados em breve vão dar novas pistas sobre como a economia, principalmente a norte-americana, está no momento.

Enquanto isso, a perspectiva das criptomoedas segue dividida com o noticiário alarmista. As recentes quebras da Terra e de alguns gestores de fundos deixaram os investidores em atenção para possíveis movimentações bruscas de preços entre os ativos. Entretanto, nossa equipe destaca que a MicroStrategy mantém sua postura compradora, mesmo no atual momento de baixa. Foram adicionados mais 480 Bitcoins ao fundo gerido pela empresa de software. Ao mesmo tempo, a Rússia pode ver um aumento de utilização de criptomoedas, com a isenção de impostos para emissores de ativos digitais.

Nas métricas do dia, o suporte do Bitcoin fica em US$ 17,6 mil, e a resistência em US$ 21,1 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI mira os 31%, com o mercado mais vendido, e o MACD segue com as linhas cruzadas para cima.

Este foi o boletim Cryptal News desta quarta-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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