#754 – Após semana de alta, Bitcoin corrige o preço

Em dia de ajuste, a bolsa de valores brasileira encerrou a segunda-feira (1º) com queda. O Bitcoin também mirou em correção natural, após dias de avanço, acompanhando o clima misto nos mercados internacionais.

Na última sexta-feira, o IBOVESPA teve alta de 0,55%. Hoje, o índice reverteu, com descida de 0,91%. O dólar avançou, ficando cotado a R$ 5,17.

Pelo Brasil, o risco fiscal segue em pauta, enquanto o Banco Central se reúne para definir a SELIC. A expectativa é que ela suba 0,5%. Nos indicadores, a confiança empresarial recuou 0,3 pontos em julho, após quatro altas seguidas, e a produtividade na indústria recuou 1,5% no primeiro trimestre. Lá fora, os dados de produção na Europa despencaram, enquanto, na Ásia, o índice manteve sua desaceleração. Todos os índices gestores de compras para os quatro maiores membros da zona do Euro indicaram contração. Nos Estados Unidos, o PMI industrial recuou 52,8 pontos, em julho, melhor do que o esperado.

Com as ações tradicionais operando de forma mista, o Bitcoin perdeu um pouco do ritmo de alta acumulado no final da última semana. Ainda no sábado, a criptomoeda de referência fez um salto rápido para os US$ 24,5 mil, antes de perder força no domingo. A luta na resistência foi arrefecida nesta segunda-feira, com os mercados ainda mirando correção. Agora, a moeda digital é comercializada a US$ 22,9 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 113 mil.

Os mercados globais vinham de altas consideráveis na última semana, após uma perspectiva mais positiva no discurso dos representantes do Banco Central norte-americano sobre sua economia. Segundo os analistas da Cryptal Digital, a perspectiva técnica, de fato, aponta para uma correção saudável e natural para os índices e o Bitcoin. Entretanto, os dados de emprego nos Estados Unidos passarão a ser o grande foco dos investidores, já que as autoridades norte-americanas apontam eles para justificar a inexistência de uma recessão.

Mais uma vez, os dados on-chain seguem demonstrando que o pior do Bitcoin já fora vivido em maio deste ano. Nossa equipe destaca que a alta de preços recente diminuiu a capitulação dos mineradores. Este processo de vendas pode se perdurar por mais algum tempo, mas com menor intensidade. Até a dificuldade de mineração deve ter seu primeiro aumento em dois meses, após três ajustes consecutivos para baixo. Ao mesmo tempo, os dados de derivativos mostram que o apetite institucional continua aquecido. Só o ETF de Bitcoin do Canadá adicionou 2,6 mil unidades da criptomoeda na última semana.

Nas métricas, o suporte do Bitcoin fica em US$ 22,9 mil, e a resistência em US$ 23,5 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em tempo gráfico de 24 horas. O RSI mira os 54%, com o mercado perto de um equilíbrio, e o MACD sustenta suas linhas cruzadas para cima.

Este foi o boletim Cryptal News desta segunda-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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