Em teste dos US$ 24 mil, BTC mantém tendência de alta técnica

A bolsa de valores brasileira acompanhou o sentimento no exterior e fechou a segunda-feira (8) com ganhos. O Bitcoin também manteve seu avanço de preços, em nova disputa pelo rompimento dos US$ 24 mil.

Na última sexta-feira, o IBOVESPA teve alta de 0,55%. Hoje, o índice manteve a tendência, com subida de 1,81%. O dólar recuou, ficando cotado a R$ 5,11.

Pelo Brasil, o risco fiscal segue em pauta, com o IGBE divulgando, amanhã, os dados de inflação. O mercado avalia que o ciclo de aumento da taxa SELIC já pode ter sido encerrado. Lá fora, a China elevou seu nível de exportação no último mês. Nos Estados Unidos, serão divulgados, quarta-feira, os índices inflacionários. A expectativa do indicador para os consumidores caiu de 6,8% para 6,2%, segundo pesquisa do Federal Reserve de Nova Iorque. O Senado também aprovou o projeto de lei que destina um pacote de estímulos financeiros para o combate às mudanças climáticas.

Enquanto os mercados aguardam os dados de inflação nos Estados Unidos, o Bitcoin mantém sua tendência de alta técnica, com um novo teste dos US$ 24 mil. Após um final de semana tipicamente lateral, a criptomoeda de referência viu uma disparada de preços nesta madrugada, com topo em US$ 24,2 mil. A volatilidade foi reduzida nesta tarde, com o ativo flutuando próximo de sua resistência. Agora, a moeda digital é comercializada a US$ 23,9 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 122 mil.

As perspectivas para o decorrer da semana ainda são bastante incertezas, gerando, portanto, um sentimento de cautela. Segundo os analistas da Cryptal Digital, os dados de inflação, na quarta-feira, vão ser um termômetro para capturar pistas sobre o próximo aumento de juros nos Estados Unidos. A estimativa passou a ser uma alta de 75 pontos-base, por conta do forte aumento de empregos no país. Para o Bitcoin e ações de maior risco, essa subida nos juros pode ser prejudicial no curto prazo, com a elevação dos rendimentos dos títulos do tesouro local.

Até que o evento se consolide, nossa equipe se vira novamente aos dados on-chain. Dentro dos gráficos, a oferta ativa de Bitcoin está diminuindo consideravelmente nos curto e médio prazos. Ou seja, mesmo com o recente aumento de preços, os compradores não estão se desfazendo de suas moedas. Ao mesmo tempo, o volume médio de transações segue baixo, indicando também que não há tantos compradores ativos no momento. Desta forma, o HODL parece ser a opção principal dos investidores, com a porção inativa da criptomoeda em carteiras por três anos ou mais aumentando, rapidamente, atingindo novos máximos históricos.

Nas métricas, o suporte do Bitcoin fica em US$ 23,7 mil, e a resistência em US$ 24,7 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI avança para 60%, com o mercado mais comprado, e o MACD retoma suas linhas cruzadas para cima.

Este foi o boletim Cryptal News desta segunda-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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