Dados divergentes da indústria nos EUA colocam pressão do BTC

Na véspera da ata da última reunião do Banco Central norte-americano, a bolsa de valores brasileira apontou para alta nesta terça-feira (16). O Bitcoin teve um dia de pressão de vendas, com dados divergentes sobre a indústria dos Estados Unidos.

Ontem, o IBOVESPA teve alta de 0,24%. Hoje, o índice manteve a tendência, com subida de 0,43%. O dólar avançou, ficando cotado a R$ 5,14.

Pelo Brasil, o mercado começa a analisar o início oficial da campanha eleitoral para presidência. Os economistas do Banco Central estimam que a inflação, este ano, terminará em 7,02%, enquanto o PIB deve subir 2%. Lá fora, os Estados Unidos divulgaram, ontem, seus dados de manufatura. O indicador veio baixo, acima apenas do coronacrash, em março de 2020. Isso indica que os pedidos da indústria estão caindo. Em contrapartida, a produção industrial subiu 3,9%, em julho, enquanto as vendas da indústria avançaram 0,7% no mesmo período. Amanhã será divulgada ainda a ata da última reunião do Banco Central norte-americano.

Com o mercado operando de forma mista, o Bitcoin também segue o movimento conflituoso hoje. Ainda ontem, a criptomoeda de referência fez um novo teste dos US$ 25 mil, antes de entrar em correção. Pela manhã, o ativo estancou a descida e apresentou uma forte lateralização. Agora, a moeda digital é comercializada a US$ 23,9 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 122 mil.

Enquanto a segunda-feira foi marcada pela cautela dos dados de manufatura nos Estados Unidos, hoje os investidores estão precisando de horas extras para entender os dados da indústria. Segundo os analistas da Cryptal Digital, há uma certa divergência entre os indicadores, colocando novamente dúvidas sobre como o Federal Reserve irá lidar com suas taxas de juros. Uma das pistas pode sair amanhã, na ata da última reunião realizada pelas autoridades monetárias.

Nos fundamentos próprios do Bitcoin, a receita dos mineradores saltou quase 70%, em agosto, com a dificuldade de mineração estimada para avançar na próxima semana. Entretanto, dados on-chain mostram que ainda há uma forte pressão de vendas por parte deste grupo. Já os detentores de curto prazo estão expandindo suas participações em 330 mil Bitcoins desde maio deste ano. Este pode ser o apetite varejista que indicaria o fim do mercado de baixa.

Nas métricas, o suporte do Bitcoin fica em US$ 23,7 mil, e a resistência em US$ 24,7 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI aponta os 53%, com o mercado ligeiramente mais comprado, e o MACD faz o cruzamento para baixo de suas linhas.

Este foi o boletim Cryptal News desta terça-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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