Macroeconômica coloca pressão no preço do Bitcoin

Mesmo em dia de cautela pré-ata do Banco central norte-americano, a bolsa de valores brasileira encerrou a quarta-feira (17) com alta. O Bitcoin perdeu os US$ 24 mil, com o peso dos fundamentos macroeconômicos.

Ontem, o IBOVESPA teve alta de 0,43%. Hoje, o índice manteve a tendência, com subida de 0,17%. O dólar recuou, ficando cotado a R$ 5,16.

Pelo Brasil, os candidatos a presidência da república começam suas campanhas, com o mercado de olho nas contas fiscais. Lá fora, o Reino Unido registrou uma inflação em 10,1%, em julho – a maior dos últimos 40 anos. O PIB da zona do Euro avançou 0,6% no segundo trimestre. Nos Estados Unidos, foi assinado o pacote de US$ 437 bilhões para programas de preservação climática, energia e créditos para veículos elétricos. À tarde, o Banco central norte-americano divulgou a ata de sua última reunião. O documento aponta que o mercado de trabalho sugere que a atividade econômica deverá ser revisada para cima, sendo este o setor que mais teve impacto na redução da inflação. Ainda em julho, as autoridades monetárias já observavam que a inflação estava reduzindo, portanto, concordaram que o aumento de 75 bps nos juros foi adequado, e que, em algum momento, será apropriado retirar o ritmo dos aumentos.

Com a expectativa sobre a ata do Federal Reserve, o Bitcoin enfraqueceu perante os US$ 24 mil. Pela madrugada, a criptomoeda de referência esboçou um salto para perto dos US$ 24,5 mil. Logo em seguida, a pressão de vendas e os receios com a política monetária norte-americana empurraram rapidamente o ativo para os níveis mais baixos dos US$ 23 mil. Agora, a moeda digital é comercializada a US$ 23,3 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 121 mil.

Os fundamentos macroeconômicos nesta quarta-feira levaram, se não pessimismo, pelo menos cautela aos mercados. Segundo os analistas da Cryptal Digital, a inflação alta no Reino Unido deve levar a um aumento agressivo da taxa de juros na sétima maior economia do mundo. A ata da última reunião do FED também ligou o alerta, mesmo que as perspectivas possam estar defasadas, já que o encontro ocorreu antes dos recentes dados positivos sobre inflação nos Estados Unidos. O documento deixou em aberto o posicionamento da instituição a depender dos próximos indicadores econômicos.

Mesmo com os recentes eventos macroeconômicos, os investidores de criptomoedas parecem permanecer ainda em cautela. Nossa equipe destaca que, pelo menos no campo de derivativos, tanto nas recentes baixas e subidas de preços, a taxa de empréstimos de margem dos traders na OKX apontou estabilidade. O mesmo movimento é visto no mercado de opções. Desta forma, há pouca alavancagem e, consequentemente, movimentos abruptos de preços para cima ou para baixo se tornam menos frequentes. Ao mesmo tempo, pouco indica uma tendência clara, com subidas ou descidas fortes ainda no radar.

Nas métricas, o suporte do Bitcoin fica em US$ 23,1 mil, e a resistência em US$ 23,7 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI mira os 50%, com o mercado equilibrado, e o MACD mantém suas linhas cruzadas para baixo.

Este foi o boletim Cryptal News desta quarta-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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