Cautela persiste nas ações do Bitcoin

Apoiada por commodities, a bolsa de valores brasileira encerrou a terça-feira (23) com alta. O Bitcoin manteve o clima de cautela em mais um dia de pouca movimentação de preço.

Ontem, o IBOVESPA teve queda de 0,89%. Hoje, o índice reverteu, com subida de 2,13%. O dólar recuou, ficando cotado a R$ 5,09.

Pelo Brasil, os investidores seguem de olho nas campanhas e pronunciamentos dos candidatos à presidência da república. Lá fora, dados econômicos pressionaram o mercado. O comércio do G-20 desacelerou no segundo trimestre, acompanhando os PMIs de Reino Unido e Alemanha. Por lá, o índice de confiança do consumidor subiu a -24,9 pontos. Nos Estados Unidos, os PMIs industrial e composto também recuaram. Olhos e ouvidos atentos ao simpósio de Jackson Hole no final da semana. Na China, o yuan atingiu o menor nível em dois anos, com o corte de juros pelo governo.

Com o mercado ainda pisando em ovos, o Bitcoin segue sentindo os efeitos da cautela ao mostrar pouca oscilação de preços. Ainda nesta madrugada, a criptomoeda de referência fez uma nova visita aos US$ 20,8 mil, repetindo sábado e segunda-feira. O fundo mais uma vez foi comprado, com o ativo caminhando em direção aos US$ 21,7 mil. Agora, em ajuste, a moeda digital é comercializada a US$ 21,5 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 110 mil.

As perspectivas para os próximos dias seguem nubladas, mesmo diante de um certo “alívio” entre os investidores na sessão de hoje. Segundo os analistas da Cryptal Digital, os PMIs globais recuaram acentuadamente e em um nível mais rápido desde maio de 2020. Especificamente sobre os Estados Unidos, o movimento aumenta a possibilidade de uma elevação mais expressiva na taxa de juros, mesmo contra um consenso de que a subida será de 50 pontos-base. Por isso, o simpósio do final de semana será um evento importante para que o mercado possa fisgar qualquer pista sobre o tema.

Até mesmo os fundamentos do Bitcoin estão pressionados e pouco parecem sugerir dados confiáveis sobre a movimentação de preços. Nossa equipe destaca que a recente queda está focada praticamente no cenário macroeconômico, com os investidores preferindo produtos de renda-fixa nos últimos dias. O retorno, entretanto, colocou muitas carteiras da criptomoeda novamente em prejuízo. Geralmente, esses níveis mais altos de perdas não realizadas apontam possíveis fundos de correção.

Nas métricas, o suporte do Bitcoin fica em US$ 20,7 mil, e a resistência em US$ 21,6 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. O RSI mira os 39%, com o mercado mais vendido, e o MACD continua com suas linhas cruzadas para baixo.

Este foi o boletim Cryptal News desta terça-feira. Veja essa e outras análises em nosso WhatsApp e nos canais de áudio oficiais. Siga a gente também nas redes sociais para acompanhar o dia a dia de nossa equipe!

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